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quarta-feira, 24 de novembro de 2010


Semana de Lutas!

CSP-Conlutas e ANEL Convocam:
 
25 de Novembro: DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES!
A data do 25 de Novembro foi estabelecida no Primeiro Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe realizado em Bogotá, Colômbia, em 1981, em homenagem às irmãs Mirabal
• Las Mariposas, como eram conhecidas as irmãs Mirabal – Patria, Minerva e Maria Teresa – foram brutalmente assassinadas pelo ditador Trujillo em 25 de novembro de 1960 na República Dominicana. Neste dia, as três irmãs regressavam de Puerto Plata, onde seus maridos se encontravam presos. Elas foram detidas na estrada e foram assassinadas por agentes do governo militar. A ditadura tirânica simulou um acidente.
Minerva e Maria Teresa foram presas por diversas vezes no período de 1949 a 1960. Minerva usava o codinome “Mariposa” no exercício de sua militância política clandestina.
Este horroroso assassinato produziu o rechaço geral da comunidade nacional e internacional em relação ao governo dominicano, e acelerou a queda do ditador Rafael Leônidas Trujillo.
Em nosso país a violência contra a mulher é constante. Uma em cada cinco brasileiras declara espontaneamente já ter sofrido algum tipo de violência por parte de um homem. A cada 15 segundos uma mulher é espancada por um homem no Brasil, num total de cerca de 2 milhões por ano.
Essa violência atinge todas as mulheres, todas as etnias, mas é mais nítida nas mulheres trabalhadoras e jovens, especialmente as negras. No Rio de Janeiro, em pesquisa o “Dossiê Mulher 2010” mostra que as mulheres pretas e pardas (negras, na categoria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) são a maioria entre as vítimas de homicídio doloso, aquele em que há intenção de matar (55,2%), tentativa de homicídio (51%), lesão corporal (52,1%), além de estupro e atentado violento ao pudor (54%). As brancas só eram maioria nos crimes de ameaça (50,2%).
Ainda segundo o Dossiê, em 2008, 20.216 mulheres sofreram ameaças, e, em 2009, esse mesmo índice saltou para 24.310. Em se tratando de lesão corporal, o ano de 2008 registrou 26.876 casos no Rio. Já em 2009, foram 30.103 casos. Os dados indicam também que o Rio é o terceiro estado com o maior número de agressões à mulher em todo o País, chegando a 25.274 casos somente em 2009 – antes estão o Estado de São Paulo, com 47.107 casos, e a Bahia, com 32.358. E somente 2% dos agressores são punidos.
Esses dados mostram que a Lei Maria da Penha não tem sido eficaz. tem inúmeras falhas e são necessárias a construção de Casas abrigo e de passagem, atendimento jurídico e psicológico às vítimas de violência, rápida e efetiva proteção a todas as mulheres que denunciam seus agressores.
Precisamos também de creches, salários e empregos dignos!
POR MIM, POR NÓS E PELAS OUTRAS: NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
CONVIDAMOS TODAS E TODAS PARA DENUNCIAR E EXIGIR UMA VIDA DIGNA PARA AS MULHERES A ESTAREM:
Dia 25 de Novembro de 2010, Ato Público Pela Não-Violência à Mulher - 15h na Central do Brasil
18h na Faculdade Nacional de Direito, sala 408
TOTAL SOLIDARIEDADE ÀS MULHERES HAITIANAS!
NÃO À PUNIÇÃO DE SAKINEH ASHTIANI!
MULHERES EM LUTA POR AUTONOMIA, IGUALDADE E DIREITOS!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010



ANEL convida: Novembro da Consciência Negra
 


A luta do povo negro por liberdade, justiça e igualdade, contra a discriminação racial tem um de seus marcos no 20 de Novembro, o Dia da Consciência Negra. Foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
Passadas décadas, a luta do povo negro não acabou. Sabemos que os trabalhadores e trabalhadoras negras de nosso país são principais reféns da violência e repressão policial. Essa situação, segundo o IPEA, é fruto de uma imensa desigualdade econômico-social que se agrava com a discriminação racial sofrida pela população negra.


UPP não é a solução!


No Rio de Janeiro, a política de segurança do Governador Sérgio Cabral vem exterminando a população trabalhadora, pobre e negra das comunidades. A nível nacional, a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, comemorada pelo governo federal petista, nada mais é do que um rebaixamento das bandeiras históricas do movimento negro. O Estatuto aprovado suprimiu pontos importantes como as cotas para negros nas universidades públicas; as cotas para mercado de trabalho, assim como a redução do percentual de 30% para 10% de cotas reservadas à participação de negros em partidos políticos. Além disso, retirou o ponto que tratava da regularização de terras para remanescentes de quilombos. A retirada deste tema não considera os quilombolas como proprietários de territórios historicamente ocupados, como forma de sobrevivência física e cultural desta população. Desde seu início o governo Lula mostra que seu governo não está a serviço da classe trabalhadora desse país, mas sim aos interesses dos grandes empresários que exploram brutalmente essa mesma classe. Um exemplo deixa essa escolha clara: foi acrescentado ao estatuto que o governo poderá dar algum incentivo fiscal a empresas com mais de 20 funcionários que decidirem contratar pelo menos 20% de negros.


“ A Carne mais barata do mercado
é a carne negra...”


O cenário econômico, político e social é desfavorável para a classe trabalhadora mundial. O aprofundamento da crise econômica, que chega ao seu 3o estágio – momento de corte de direitos conquistados através de muita mobilização dos trabalhadores – está exigindo dos estudantes e trabalhadores europeus, muita disposição para barrarem todos os ataques de governos neoliberais e organizações sindicais e estudantis cooptadas por estes governos, que traem suas bases. Aqui no Brasil, o governo federal agora na figura de Dilma, já prometeu uma nova reforma da previdência.

“Respeitem meus Cabelos, Brancos!”

É sob esse cenário que a necessidade da união dos setores mais oprimidos da classe trabalhadora se faz urgente. A ANEL, desde sua fundação trava o debate da necessidade da incorporação pelo movimento estudantil, da bandeira contra toda a forma de opressão como parte cotidiana de suas lutas. Por isso em sua primeira atividade nacional aprovou sua incorporação na campanha solidária e classista promovida pela CSP- Conlutas: “Solidariedade ao Haiti”. Agora, a ANEL faz um chamado a todos os DCEs, CAs, Grêmios, coletivos a estarem organizando no Estado do Rio de Janeiro “O Novembro da Consciência Negra”, que terá como eixo central o “Centenário da Revolta da Chibata” que faz o resgate da insurreição acontecida em 1910 na Baía de Guanabara. Marinheiros, em sua grande maioria negra, se rebelaram contra os castigos físicos que sofriam nas embarcações.
A memória desta Revolta, no Dia da Consciência Negra, nos compromete com a luta dos negros e negras e com o fortalecimento cotidiano da classe trabalhadora frente a todas as ofensivas dos governos fascistas que exterminam dia-a-dia a população negra e pobre do nosso país!

“Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história não esquecemos jamais!”